6 de mar de 2009

Na defensa da nosa lingua propia


Anotade, por favor, nas vosas axendas, estes actos nacionais que se realizarán en Santiago e nos cales todas e todos imos facer moita falta:

9 de marzo, 19 h, Galería Sargadelos (Rúa Nova, 16): Reunión aberta para comezarmos a programar as actividades das próximas semanas en defensa do noso idioma.

28 de marzo, 19.30 h, Auditorio de Galiza: Acto aberto para clausurar a Asemblea Xeral da Mesa.

17 de maio, 12 h, Alameda: Manifestación. Ten que ser histórica!

Podedes ver aquí información sobre a conferencia de imprensa que demos hoxe á mañá anunciando todo isto e valorando as medidas do PP.

15 comentários:

  1. Copio e colo o comentário que che deixei aqui: http://chuza.org/historia/a-mesa-volta-favorecer-a-divisom-do-movimento-normalizador/

    Porém, realmente preocupa-me a atitude da Mesa... já lhe comentei ao Callón no seu perfil do Facebook e no seu blogue que vai sendo hora de agir com unidade... e agora vai e convoca em solitário uma conferência de imprensa, instando-nos a todos a participarmos no 17 de Maio e a nos reunir-mos na próxima segunda-feira... mas de que vai? Só lhes faltou fazer como o ano passado: escolher o dia, hora, lugar mais o lema e o manifesto.

    O homem é o único ser que tropeça duas vezes na mesma pedra, e parece que na Mesa não aprendam a lição. Talvez esteja no 17 porque a situação o requer, mas a estampa voltará ser a do ano passado: cada quem com os seus lemas, faixas, manifestos e a se manifestarem polo seu lado... PORQUÊ NÃO PODEMOS DAR UMA IMAGEM UNITÁRIA, CAGONTODO!??

    Parece-me uma completa falta de respeito pola vossa parte agirdes desse jeito.

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  2. Que fuerte! que fuerte! A Mesa convoca unha rolda de prensa sen preguntarlle antes a Galeguzo!!! Onde imos parar?

    Callón dimisión!

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  3. "Que fuerte! que fuerte! A Mesa convoca unha rolda de prensa sen preguntarlle antes a Galeguzo!!! Onde imos parar?"

    Sem perguntar antes à gente que não é da Mesa, obviamente. Que eu saiba, numa manifestação destas podem sair facilmente 14 mil pessoas a se manifestarem pola língua e, corrige-me, acho que a Mesa tem menos de 5.000 associados. Isto dá-nos que a imensa maioria das pessoas que se manifestam/manifestarão não estão associadas à Mesa.

    Dito isto, parece-me mui pouco correcto fazer o mesmo que o ano passado, isto é, não consultar outros colectivos, sendo como a situação é especialmente preocupante.

    A mim, como pessoa individual, é óbvio que não tem porque consultar-me, porque só me represento a mim. Mas há polo país associações com dúzias e centos de associados que são capazes de mobilizar milhares de pessoas além da Mesa.

    Pensei que num momento assim não imperariam os protagonismos, mas vejo que pensava mal.

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  4. Considero que ten que ser a Mesa quen convoque, porque a Mesa represéntanos a todos.

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  5. Galeguzo, a rolda de prensa é precisamente para convocar a todos os sectores implicados na normalización lingüística a unha reunión aberta para consensuar medidas unitarias...

    O resto son ganas de enredar...

    E por certo, a manifestación do ano pasado tiña o apoio de máis de 500 colectivos e asociacións... que a que ti coñeces se desmarcase non quere dicir que non se consultase outros colectivos. E se a Mesa toma a iniciativa é precisamente porque é a única con capacidade de crear consenso arredor da defensa da lingua e xuntar 15000 persoas e 5000 asociacións en Compostela un 17 de maio.

    Se antes de comezar xa imos protestar porque "non se consensuou" se a reunión se tiña que facer en Sargadelos ou na Gentalha, mal vamos (que afán de protagonismo! e que lles darán os de Sargadelos a cambio?)

    Unha cousa é axir con unidade e outras entrar en dinámicas paralizantes que impidan o traballo.

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  6. Ola Carlos, non sei se no teu blogue se poden facer pregutas de tipo persoal, pero eu vouno inentar:

    -Que é o peor de ser o presidente da Mesa?

    a) Ter que ir aos debates da COPE
    b) Ter que aturar a esta tropa (vid. supra)
    c) Non poder responder abertamente a preguntas como esta

    Bicos e moito ánimo co traballo que vé enriba!

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  7. Boas a todas e a todos. Grazas por pasardes por aquí.

    Calquera cuestión sobre a convocatoria feita pola Mesa para a vindeira segunda feira na Galería Sargadelos podemos comentala alí mesmo.

    Sobre a pregunta do último comentario, como dicía o outro: "preguntade o que quixerdes, que eu xa responderei o que me conveña" ;)

    Moito ánimo a todo o mundo, que temos moito traballo por diante. Temos que parar este "plan de extinción do galego", como ben o definiu hoxe Manuel Rivas: http://www.xornal.com/artigo/2009/03/06/1-m/manuel-rivas-todo-isto-programa-extincion-do-galego/2009030623110372683.html

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  8. Celso Alvarez Cáccamo8 de mar de 2009 02:59:00

    Carlos e tod@s,

    1) Tanto me tem quem convoca a quem e como. Aceita-se o convite?, fantástico.

    2) Tanto me tem quem representa a quantos e que outro coletivo a quantos outros. A unidade é FUNDAMENTAL. Inquestionável. Improrrogável. Não apenas dos coletivos, mas da SOCIEDADE CIVIL, da CIDADANIA.

    3) Não concordo com qualquer enquadramento de "defesa" de nada. Precisa-se duma posição ATIVA, articulada em torno dum lema ideológico forte, também inquestionável, que não se oriente apenas a uma ou outra manife, mas que seja uma sinatura coletiva de todas as ações em favor do galego, e que ince a vida social.

    Saúde!

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  9. Ao Anónimo:
    1.- Como foi o do ano passado sei-no, porque assisti às conversas.
    2.- Qual é essa associação que eu conheço? Que eu saiba foram muitas as não consultadas, a começar polos centros sociais auto-geridos do país.

    A Acuática:
    A Mesa representa os seus associados. Eu não sou associado à Mesa, portanto não me representa. Isso não nega que, em factos concretos, possa estar de acordo com anúncios, posicionamentos ou estratégias da Mesa.

    A Carlos Callón:
    Parece-me estupendo que se nos convide a assistirmos a um encontro na segunda-feira, mas o próprio anúncio disto em conferência de imprensa na passada sexta-feira parece uma toma de protagonismo da Mesa que, ao meu ver, é completamente desnecessária porque merma o objectivo desejável da unidade.

    A Celso:
    Por fim alguém que sem fisuras apela à unidade... a ver se outrem tomam nota.

    Infelizmente não vou poder estar na juntança da segunda, assim que espero que seja frutífera e que o que para mim foi um mau sinal (o da sexta-feira) fique só numa anedota.

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  10. Con todo o meu respecto e o agradecemento polos comentarios, debo lembrar que A Mesa ten unhas canles de toma de decisión a través dunhas normas de funcionamento democráticas, de asembleas xerais anuais (a vindeira é o 28 de marzo, como se indica na postaxe), asembleas de zonas e a xunta directiva. Poden ser decisións máis ou menos acertadas, mais son lexítimas, igual que as de calquera outra entidade.

    Quen quixer e puider, sabe que está convidada/o para mañá, segunda feira, ás 19 horas na Galería Sargadelos de Santiago para xuntarmos forzas.

    Ademais, quen non estiver asociada/o á Mesa debe saber que ten as portas abertas para participar nesta casa común en defensa da nosa lingua: http://www.amesanl.org/socios/alta_datos.html

    Hoxe, Manuel Bragado no seu artigo dominical no Faro incide na idea formulada por Manuel Rivas de que o que imos afrontar é un "plan de extinción do galego" (podedes lelo aquí: http://bretemas.blogaliza.org/2009/03/08/a-lingua-e-as-presas-de-feijoo/)

    É moito o que temos por diante, así que ánimo e forza!

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  11. Estimado Carlos,

    Se a reuniom de amanhã, segunda-feira, é para repartirdes fichas de inscriçom à Mesa agradecia-che que mo digesses antes porque, nesse caso, dispensava ir até lá.

    Eu, que já fum sócio d'A Mesa e que já há anos me dei de baixa, nom tenho pensado voltar a dar-me de alta outra vez.

    Nom creio que seja imprescindível ser d'A Mesa para defender a nossa língua. Modéstia à parte, muitas pessoas nom associadas a "o móvel que presides" fazemo-lo diariamente desde outros coletivos e/ou organizações.

    No entanto, gostava de que no vindouro 17 de Maio pudéssemos manifestar-nos todas/os juntas/os contra esse bem chamado "plano de extinçom".

    Fazendo das tripas coraçom no ano passado enleei a toalha à cabeça e estivem na Quintana "ao pé do Callón". Neste ano, se a convocatória nom for unitária de todo o movimento normalizador e for unilateral d'A Mesa, já che vou adiantando que nom. Nom vamos estar fazendo-vos o caldo gordo toda a vida!

    Já sei que ninguém aprende em cachola alheia mas... é que nom viches o que no domingo passado aconteceu ao Anxo Quintana? A ver se vos inteirades de que o estômago da penha tem um limite!

    Seja como for, polo bem da nossa língua espero que os meus piores temores nom tenham confirmaçom.

    Saúde!

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  12. Celso Alvarez Cáccamo8 de mar de 2009 21:46:00

    A ideia "formulada por Manuel Rivas", na que "incide" Manuel Bragado sobre a extinção do galego, leva sendo repetida dia sim dia também por infinidade de gente em numerosos artigos, comentários, conversas, desde os tempos de Fraga Iribarne polo menos. Tem-se chamado, nas palavras de gente ideologicamente tão diversa como Pilar Garcia Negro ou António Gil Hernández, simplesmente, PROJETO DE NORMALIZAÇÃO DO ESPANHOL. Óbvio acrescentar aqui como se interpretou desde setores críticos a política linguística neste passado parêntese do governo bipartido quanto a esse plano geral de extinção, porque não é esse o tema hoje.

    Esse PROJETO DE NORMALIZAÇÃO DO ESPANHOL NA GALIZA, por ativa, por passiva ou por ambas, é esmagadoramente conhecido por praticamente todo o ativismo cultural CRÍTICO desde tempo imemorial, e que o questionamento do "Plan Xeral de Normalización da Lingua Galega" também vai nesse sentido. Mas tampouco é esse o tema hoje.

    O tema é que, lembre-no-lo, por exemplo, Manuel Rivas, Manuel Bragado, Pilar García Negro, António Gil Hernández ou QUEM FOR, os nominhos pessoais e as siglinhas de minoritários coletivos (todos os coletivos são minoritários) são agora totalmente irrelevantes para o que puder acontecer. O TECIDO SOCIAL é muito mais importante e decisório do que as "vanguardas" individuais ou grupais. E se estas minorias não vão ser capazes de explicar para o país O QUE ESTÁ EM JOGO duma maneira direta, clara, e sem a pesada carga de certos motivos ideológicos e retóricos que NÃO CONDUZEM A NADA, o assunto está fodido.

    Com efeito, é muito o que há por diante. Há VÁRIAS casas comuns nesta aldeia, e MUITÍSSIMA gente que anda polas ruelas: milhões. Dão para muito mais do que uma defesa! De maneira que, sim, adiante!

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  13. Carlos, que eu saiba ninguém criticou os mecanismos de tomada democrática de decisões da Mesa. E ainda diria mais: uma decisão pode ser a um tempo democrática e errada. É ou não é?

    A mim, pessoalmente, e já o comentei acima, não me parece para nada correcto que a Mesa anuncie uma manifestação para o dia 17 e depois fale de uma série de reuniões para consensuar... consensuar o quê? E se outras organizações considerarem melhor manifestar-se um outro dia? Então, as reuniões serão só para apoiar ou deixar de apoiar a iniciativa da Mesa?

    Eu pensei que se tratava de fazer uma manifestação nacional, não de nos aderirmos a uma manifestação da Mesa (cousa que também me parece legítima, mas neste momento equivocada).

    Enfim, até passarem as reuniões não direi mais nada. Só depois veremos se se cumprem os meus piores presságios (que são os do amigo Suso) ou não.

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  14. Na reunião de hoje na galeria Sargadelos ficou bastante claro que qualquer convocatória do bando galeguista deve ser formulada em termos abrangentes e por uma plataforma diferente da MNL ou qualquer outra associação já existente. Várias pessoas e coletivos exprimiram-se nesse sentido. Há que criar uma fronte comum, pode ser a PLATAFORMA GALEGO SEMPRE MAIS, por exemplo, ou qualquer outro nome, mas deve ser uma plataforma em que todos queiramos estar. A convocatória não deve dar protagonismo a ninguém.

    Também faço notar que nessa assembleia aberta convocada pela MNL havia muitas vozes reintegracionistas que falaram e foram escutadas por todos os presentes. Uma das questões que se pôs de manifesto foi o modelo de língua, por ativa e por passiva.

    Com o mesmo modelo de língua que procuram os GaBis para nós, não vamos a nenhures. O pessoal está começando a entender isto.

    Saúde,

    Isabel Rei

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  15. Isabel Rei disse: "Na reunião [...] na galeria Sargadelos ficou bastante claro que qualquer convocatória do bando galeguista deve ser formulada em termos abrangentes e por uma plataforma diferente da MNL ou qualquer outra associação já existente [...] pode ser a PLATAFORMA GALEGO SEMPRE MAIS, por exemplo, ou qualquer outro nome, mas deve ser uma plataforma em que todos queiramos estar. A convocatória não deve dar protagonismo a ninguém."

    Concordo, amiga Isabel. Infelizmente também ficou bastante claro que com esta Mesa e com este presidente isso é impossível :-(

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